"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

11 de agosto de 2012

Com comentários e gratidão

Mais uma vez demonstrei meu grande defeito, a insegurança, chantageando meus leitores a comentarem as postagens.
Peço desculpas,  não prometo nunca mais fazer, pois estou lapidando qualidades, mas os defeitos  insistem em aparecer.
Dizer que os comentários me comoveram é desnecessário, fiquei feliz como o sabiá laranjeira que já está dando demonstrações vocais ao amanhecer aqui no quintal.
Ao procurar no Google hoje pela manhã algumas imagens de flores e gatos, deparei-me com a imagem acima que é minha mão acariciando uma florzinha aqui em casa e 
na outra, o Mimi, deitado sobre uma mesinha enfeitada com uma toalha natalina.
Pode parecer bobagem, todos os proprietários de blogs, ao fazerem uma busca no Google encontrarão alguma coisa que postaram. 
No meu caso, foi uma surpresa muito agradável
 num dia um tanto complicado.
Hoje fazem nove meses que fui submetida a uma cirurgia  comentada no blog e principalmente aqui.
Amanhã os mesmos nove meses da partida da mãe.
Hoje pela manhã, recebemos uma notícia bastante difícil, o esposo da Ana, minha funcionária há mais de onze anos foi diagnosticado com aquela doença (que não gosto de dizer o nome e que todos nós no fundo da nossa mente tememos), em estágio muito avançado. Então, peço aos amigos direcionarem pensamentos positivos, boas energias e orações, aqui para o Sul do Brasil para ajudar-nos a enfrentar mais esta adversidade com coragem e fé.
esta imagem é daqui
Novamente agradeço os comentários e perdoem minha insegurança.

8 de agosto de 2012

Sem comentários...

 O blog está carente de comentários. 
A postagem feita dias atrás apenas mereceu um comentário, agradeço muito à Néia do blog.
Sei que ando relapsa nas fotos dos gatos mas acontece o seguinte: minha câmera só funciona quando quer e as poses felinas não esperam seu funcionamento.
Sabem como é cuidar de trinta gatos, nove cães, uma casa enorme, com apenas meia ajuda e ainda costurar tildas, fazer tricô, comentar nos blogs, escrever, selecionar objetos para serem fotografados ou escaneados arquivando-os "ad perpetuam rei memoriam"? Falta tempo e quando posto aparece apenas unzinho comentário?
Estou quase desistindo.
Vejam aqui o colete que fiz, trabalhando nele apenas à noite.
 
Lembram do roupeiro? Pois ficou como estava nas primeiras fotos. Já estou usando mas ficará assim porque 
está no rol do descarte.
Minha funcionária (meia) encontrou o barrado de crochê que minha avó vez nos anos trinta do século passado e mesmo com os furos colocou na mesa da tv do quarto.
E, nesta almofada, tricotada por vovó também no século passado ficarei recostada, esperando os comentários ou desisto do blog. Vocês decidem.

1 de agosto de 2012

Laços culturais

Dentre os guardados que estão saindo das gavetas, estou encontrando o fio da meada cultural da família da mãe.
O exemplo abaixo, é um livro que está na família desde 1866, portanto há 146 anos. Foi editado em 1845.
Meu avô recebeu-o como presente nos seus 15 anos, em setembro de 1916, da avó materna, Josephine Christinne Leutert.
Fico pensando, no quanto aquelas pessoas preocupavam-se com a cultura de seus jovens. A família morava no interior do interior do Rio Grande do Sul onde possuíam serraria. Assim, a avó não tinha como ir ao comércio adquirir um presente para o neto e buscou no seu acervo pessoal o livro que a acompanhava desde a mocidade e com uma singela dedicatória ofereceu-o ao neto (meu avô).
Nas imagens seguintes, também do acervo da família do meu avô, encadernados,  volumes de 1909 a 1910, da revista infantil alemã Unser Kleiner Freund (Nosso Amiguinho).
Ela é composta por contos, curiosidades sobre plantas e animais em conjunto com palavras bíblicas e educação ética e moral.
O título do texto abaixo, traduzido, é "A criança adotada".
Tentei traduzir algum parágrafo do texto mas é muito difícil pois é escrito em alemão gótico.
Uma canção sobre a chegada do verão, sob o título In der Schaukel (no balanço), esta ainda lembro que a mãe cantava quando éramos crianças e então traduzi livremente a primeira estrofe:
"Fora no jardim, ensolarado e bonito, no verão há muitas coisas para ver.
Lá podemos brincar no ar fresco, e podemos nos alegrar com as flores.
O balanço novamente pendurado na árvore..."
A publicação tem forte conotação religiosa (evangélica luterana) como se depreende da primeira folha da revista de janeiro de 1910,  Neujahrsgebet (Oração do Ano Novo)
A religião sempre esteve presente na família da mãe, não como uma obrigação ou dogmática. As  publicações da época lidas pela maioria das famílias alemãs, possuíam tais traços e assim a mãe
 foi educada e nos transmitiu. Esta ausência de dogmas fez com que eu buscasse estudar o cristianismo e não ficasse atrelada a fria letra dos textos bíblicos e afins.
Sou muito grata aos meus antepassados que da Alemanha trouxeram, no século dezenove, seus livros que foram passando de mão em mão e alguns ainda estão comigo. Foi uma família que sempre repassou aos descendentes um profundo sentido de  moral e ética, entremeados com muito amor e respeito.