"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

Mostrando postagens com marcador depressão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador depressão. Mostrar todas as postagens

9 de janeiro de 2012

Não subestimem os cães

Sou elurófila (gateira) desde que nasci, mas como tenho coração mole aprendi gostar de cães. Gatos em minha casa sempre houveram. Ganhei uma cadelinha, quando fiz quinze anos, a Bolinha que  viveu 18 anos. Quando Bolinha morreu ficamos um período sem cachorro até que um dia bateram à porta, atendi e era um moleque com uma cadelinha na mão pretendendo vendê-la. Na época passávamos uma fase muito penosa financeiramente e não podia dar-me ao luxo de comprar uma guaipeca. Mas, o moleque disse que se não comprasse a jogaria na sanga. Lógico que tirei o equivalente a dez reais hoje do parco orçamento e "comprei" a Funfa que não viveu muitos anos, era doentinha e nós não podíamos pagar veterinário. Voltei amolecer o coração quanto à cães no ano 2000 quando herdei uma cadela e seu filhote de uma ex namorada do filho. 
De lá para cá já cheguei a abrigar 12 cães e mais de 30 gatos juntos. Com o tempo e tratamento psiquiátrico descobri que não era coração mole meu caso e sim uma forte depressão.
Saliento que sempre tive fêmeas e como o quintal é bem fechado e o dinheiro curto, não as castrei e também não vacinei.
Quando no início de novembro viajei em busca de saúde, deixei a Leona no cio, confiando na segurança do quintal. Mas, como não se deve subestimar a inteligência canina e à noite elas ficavam sós, um cachorro conseguiu entortar o portão de ferro que dá para o quintal e teve sucesso para entrar.
O resultado está aí.
Isso aconteceu na noite do dia sete de novembro e no outro dia Ana contou-me por telefone que haviam "jogado" um cachorro para dentro do quintal pela cerca lateral da casa que têm mais de dois metros de altura. Perguntei se era macho ou fêmea e ela disse que não sabia, deixei prá lá e percebi que ele apenas escondeu-se na lateral com cerca alta, depois do ato consumado.
No Natal meu filho observando a Leona comentou que ela parecia "grávida" e também achei estranha sua barriga, mas como a Ana para suprir minha ausência dava pães e bolos para as cadelas da casa, pensei que pudesse ser apenas gordura.
Semana passada, na madrugada do dia quatro, escutei Leona batendo na porta do quartinho onde ela e a TitaCP dormem mas não levantei, apenas mandei que ficasse quieta. Quando levantei, ela não saiu da caminha (uma gaveta) e aí tive certeza que algo havia acontecido. O acontecimento são essas quatro coisinhas lindas que serão doadas assim que atingirem a idade apropriada. 
Leona está se mostrando uma mãe muito dedicada e certamente os filhotes crescerão saudáveis e encontrarão um bom lar.
Acho que já comentei que Leona era do meu falecido irmão que a acolheu na rádio onde trabalhava e quando ele ficou doente a acolhi com cinco filhotes há seis anos.
Um recadinho, além de não  subestimar a inteligência dos cães, a  saúde psíquica de acolhedores deve ser muito bem avaliada quando resolvem acolher animais sem ter condições financeiras para tal. Quem sustenta os cães e gatos aqui abrigados são meus filhos que não são ricos e trabalham muito para poderem prover as necessidades do produto do meu coração mole/depressão.