"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

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13 de dezembro de 2011

Liberdade com restrições

O blog tornou-se uma espécie de diário onde relato sobre os gatos, cães, falo sobre minha vida, passado, presente e às vezes o que espero do futuro.
Então, como deixei de postar alguns dias, contarei a partir de hoje alguns fatos acontecidos na minha ausência em novembro e desde meu retorno em primeiro de dezembro e mostrarei fotos do período. Como são muitas fotografias, farei outras postagens com elas e talvez mesmo assunto: "liberdade com restrições".
O quintal, nos fundos da casa possui quase duzentos metros quadrados e ali moravam Tita(pointer porte grande), Mula, Tita CP e Leona, as três porte médio.  Pois bem, na madrugada do dia 12/11, Tita e Mula brigaram e Mula morreu. Tendo sido a segunda agressão onde a principal protagonista foi Tita, meu filho a levou para o interior, num sítio. De quatro, restaram duas.
Além de grande, o quintal é todo murado e cercado, mas é lógico que alguns gatos, mesmo castrados quando decidem sair escalam qualquer obstáculo.
Nos dois primeiros dias depois que retornei, percebi que alguns gatos da Hauskatzen estavam espirrando. Os espirros aumentaram e tive a certeza de que  pelo estresse da solidão, a rinotraqueíte dera as caras.
Fazer o quê? Impossível num pós operatório, luto com menos de dez dias, conseguir cuidar tantos gatos confinados. Fiz o que minha consciência mandou: abri janela e portões e deixei-os irem onde desejassem, é lógico, dentro dos limites do quintal.
Primeiro dia, desconfiados, apenas Luky e Chata arriscaram-se a ultrapassar o portão onde estão Leona e TitaCP. Lelo permaneceu na escada, dentro de uma gaveta sem fundo.
Pretinha deu uma olhadinha, mas apenas na direção do corredor, o quintal não lhe interessou.
Chuvisco também permaneceu na escada.
Vários não desceram a escada, talvez por não sentirem-se bem, em razão da rinotraqueíte.
Para os gatos que estavam com sintomas mais fortes, procurei dar mais carinho, observar se tomavam água e desobstruía os narizinhos várias vezes ao dia. Ficaram uns três ou quatro dias comendo pouco mas hoje estão todos saudáveis, a maioria aproveitando o quintal, subindo nas árvores, escondendo-se atrás de arbustos, só alegria e à tardinha, quando chamo, todos sobem para receber a segunda refeição diária.
Enquanto estava fora da cidade, Dulce sumiu, uma de suas filhas também, Ruby e Kity morreram, Lelo como sempre, ficou uns dias e foi embora, talvez retorne. Com filhos humanos também é assim, chega um dia em que não podemos trancá-los em casa. 
Humanos, assim como cães e gatos estão sujeitos a violência sem defesa, a serem intoxicados, a morrerem na infância, jovens, adultos ou na velhice.

Amanhã tem mais.