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Hoje posso dizer com certeza que há demonstração de amor em mim. Sim, demonstração porque entendo o amor como uma qualidade inata, nos dada de presente por Deus. Mas, amor como outros dons inatos, precisa ser desenvolvido.
Amor não é palavra, é atitude que se desenvolve pouco a pouco, aprende-se no dia a dia e é absorvida conforme valores são adquiridos com a família ou no orfanato, na escola ou no presídio, com amigos, natureza, com os animais.
Quem ama respeita e quem respeita, cresce cada vez mais no amor e sente isso no coração, sem que ninguém diga expressamente.
Ilustrando o amor que há em mim, apresento, para quem não conhece e, para quem conhece, repito, a história do resgate do gato Vitinho.
Estava, em finais de junho, inverno rigoroso, temperaturas negativas, auxiliando como voluntária num abrigo para animais abandonados, quando já pronta para sair, fui chamada para atender uma pessoa que estava trazendo um gato para albergar.
Ao chegar perto a decisão foi rápida e correta. Aquele gato não poderia permanecer ali, sem cuidados constantes.
Fui informada ter sido o gato encontrado em um terreno baldio, sujo, magro e com uma "bola" na carinha. Foi providenciado atendimento veterinário, onde cirurgião removeu a bola, diagnosticada como tumor maligno, recebeu tratamento contra vermes e pulgas e foi banhado.
Vitinho |
Depois de castrado, Vitinho passou a conviver com os outros gatos, tomando sol, alimentando-se bem e assim foi até o início de setembro quando ele pulou duas grades de mais de dois metros e fugiu. Resgatei-o no mesmo dia e mantive-o em seu antigo quarto. Ainda em agosto ele passou a rejeitar a ração e então passei para a carne moída oferecida duas vezes ao dia e ele aceitava, desde que fosse na minha mão. Água apenas tomava se colocasse a mão no potinho. Importante dizer que sua aparência piorava dia a dia, estava magro, todo o lado direito da carinha havia deteriorado, seus lindos olhinhos verde água precisavam serem limpos duas vezes ao dia para retirar as secreções que os fechavam completamente e, o cheiro era, muito ruim.
No domingo à noite, dia vinte e cinco de setembro, após dois dias praticamente sem comer, apenas tomando água, sentei-me com ele no colo e conversamos, ele ainda ronronava bem baixinho, e disse-lhe que se desejasse passar a Ponte do Arco Íris naquela noite, poderia fazê-lo e eu não ficaria triste. No outro dia, pela manhã quando abri o quarto, o encontrei deitado na almofada, já inerte. Poupou-me, no seu imenso carinho a difícil, quase impossível tarefa de levá-lo para dormir.
Beth, eu fico profundamente comovido e também agradecido por existirem pessoas como você. Nenhum elogio do mundo pode traduzir o orgulho que sinto ao ver a tua dedicação com os animais, principalmente com este. Fique tranquila e feliz por ter dado conforto e carinho nos últimos dias dessa criaturinha querida. Tu fizeste o que poucos fariam, considerando a "feiúra" do ferimento no rostinho dele. Muitos o rejeitariam, tu deste tudo que ele mais precisava: carinho. Atitudes como a tua ainda me fazem acreditar que o mundo tem jeito, que ainda existem pessoas boas, embora esteja cada vez mais difícil. Parabéns!
ResponderExcluirSe um dia eu conseguir passar pela tua cidade, gostaria muito de visitar vocês e os gatinhos! Abraço.
Nossa Bethy, te admiro, quanta dedicação e responsabilidade....a história do Vitinho me arrepiou, super trsite, mas temos que pensar que pelos menos os úlitmos moementos da sua vida ele teve, carinho, amor, proteção, teve vc, foi maravilhoso! Vc é maravilhosa, parabéns, precisariam existir mais e mais pessoas como vc...mas como vemos né, as pessoas ruins se multiplicam a cada dia :-(
ResponderExcluirQue o Vitinho descande feliz agora que está no céu dos gatinhos, ele será eternamente grato a vc!
Bjinhaaaus
Wayne
Beth vc é um exemplo de respeito e carinho pelos animais. Se todos tivessem um décimo do seu ejito de ser o mundo já seria melhor. Vitinho teve um final com dignidade graças a vc, e mesmo ele tendo ido para o céu dos gatinhos, pelo menos ele teve seu amor aqui na terra.
ResponderExcluirBeijos
...“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer...feliz foi o Vitinho que conheceu uma pessoa verdadeiramente "humana"...Bj, Lígia
ResponderExcluirEu não tenho a menor dúvida de que há amor em você ! Toda a dedicação que você tem pelos peludos que encontra é um exemplo de vida a todos. Fico muito feliz de ter te encontrado por aqui !
ResponderExcluirBeijos
Laís
Minha flor
ResponderExcluirO amor aos animais é divino....
Há amor em mim
Há amor em ti
Há amor em nós
Bjm de paz
Pessoal!
ResponderExcluirEstou muito comovida com as manifestações de afeto de todos. Somos todos iguais, talvez eu tenha o privilégio de poder oferecer diretamente amor aos animais abandonados. Sei que todos que me visitam também têm essa preocupação, mas nem sempre se pode fazer tudo que se quer.
Recadinho especial para o Jorge Luis, que acenou com a possibilidade de um dia nos visitar, estamos aqui, com disposição para receber todos que desejem conhecer a "dureza" do convívio diário com tantos animaizinhos! E vocês meninas, já sabem que as portas da casa estão tão abertas quanto as portas do meu coração!
Abraços carinhosos para todos.
Oi minha linda. Que Deus te abençoe muito, mais muito mesmo, pois quem nunca amou um animal, não sabe o verdadeiro significado do amor! Chorei muito com a história do vitinho mais sei também que ele ficou feliz, pois teve amor e um amor verdadeiro vindo de você iluminada!
ResponderExcluirBjus no coração
Paty
Oi, passando para conferir sua participação na blogagem coletiva da Elaine.
ResponderExcluirAbraçoQue bonita atitude :-)