"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

13 de março de 2012

Homenagem virtual à amiga virtual Ivani

Perdoem-me os leitores em busca de gatos e cães, mas hoje o post será uma singela homenagem para uma amiga virtual, cujo primeiro contato (virtual) deu-se nos últimos dias de 2011.
Hoje Ivani está de aniversário e ofereço-lhe um bolo florido
 para comemorar lendo, depois da festa. 
Ontem dediquei algumas horas para a leitura de postagens da amiga no seu blog aqui.
 Foram momentos de risos e lágrimas, saudosismo e atualidade. Alguns fatos marcaram mais, 
mas todas as postagens que li, são maravilhosas.
A pequena menina Ivani, observando a mãe costurar um vestido vermelho com branco, a ser usado pela menina Ivani no Natal, a seguir costurando um macacão com o mesmo tecido,
fazendo gorro e sapatinhos pequeninos para espanto da menina, quem os usaria? O espanto transformou-se em surpresa quando lhe pediram para buscar um lenço num cômodo da casa e lá estava uma boneca vestindo as roupinhas feitas pela mãe. Alegria sem par!
Noutro Natal, a mãe acamada pediu ao pai, fosse com as crianças comprar as roupas para o Natal, costume de muitas famílias naquela época, quando as crianças ganhavam novas roupas. O vestido da menina deveria ser à moda charleston.
Nesse dia, já na loja onde foram comprados os figurinos a menina Ivani, que não foi vista entre os vestidos à mostra, ouviu o pai falar para a vendedora que a mãe não teria muito tempo de vida, imaginem o nó naquela ingênua cabecinha.
 Realmente, mais ou menos um mês depois ela partiu.
Ah! mas a menina Ivani com seus 10 aninhos, tornou-se dona de casa, até almoço para o pai e irmãos fazia e, era preciso levar a marmita até a fábrica onde o pai trabalhava. Iam ela e um irmão, caminhando fazer a entrega, embora o pai lhes desse o valor necessário para irem de ônibus mas, o irmão para alegrar o pai a convencia ir a pé  podendo assim, passar na venda e comprar bananas para a sobremesa do pai.
Pode-se imaginar como foi a pré adolescência da menina Ivani, os sufocos passados sem ter a mãe para ensinar sobre as alterações que ocorreriam em seu corpo. Pobre pai, talvez não soubesse da existência do livro que minha mãe, embora saudável e presente, preferiu presentear-me, evitando diálogo.
 Maravilhoso pai que cumpriu sua missão! 
Confesso comungar com Ivani muitas coisas que pretendo postar ao longo do tempo, mas saliento aqui nossa idêntica visão sobre o dia de finados, preferimos festejar a presença das "almas ou espíritos" queridos junto a nós com música, flores e boa comida do que com choro e lamentações. Não sei Ivani, mas eu choro e sinto falta dos meus amados que partiram, na solidão da casa e dentro do coração. Não é necessário um dia (que já virou comércio) para chorarmos nossos mortos. 
Voltando ao passado da menina Ivani, há o reconhecimento pelos vizinhos que auxiliaram a família nos momentos cruciais, nascimento dos gêmeos, mãe com pouco leite, vizinha amamentando-os e, o irmão mais novo também recebendo leite de uma mulher caridosa pois a mãe, talvez já por conta da enfermidade que a levou não pode amamentar.
Mas, minha amiga virtual Ivani, é uma mulher que venceu os obstáculos, embora as perdas, também muito recebeu. Namorou, dançou, casou, foi feliz, tem duas filhas e um filho, também netos e a vida continua.
Encerro com um buquê de flores, pronto para ir ao vaso!
Perdoe-me amiga pelo tanto que deixei fora, pelos equívocos cometidos, por situações trocadas, mas li ontem, 
não anotei e escrevi hoje.
És uma amiga muito especial, desejo muita saúde, paz e alegria!

9 de março de 2012

Mais restrições à liberdade no quintal

Para ter liberdade, há que merecer!
Retomo hoje meu lugar como "contadora das histórias" pois embora a maioria das fotos seja da ilustre Kita, a protagonista do sufoco fui eu. As fotos da pestinha, da primeira até a quinta deveriam ter sido postadas ontem, mas cadê coragem, sem saber onde ela estava? 
Pois é, essa carinha inocente, dentro da caixinha 
dos tesouros da Vó Lilly.
Aqui dorme tranquila no "porta casacos". 
Aqui e na próxima dorme como anjo sobre a lareira.
Estava ela ontem à tarde, tomando banho de terra com a Zóio  * e eu queria subir para costurar. Tentei caçá-la mas fez com que eu andasse atrás dela por mais de quinze minutos, cansei e quando desci já havia escurecido (saudades do horário de verão), abri a porta chamei Zóio e Kita, a primeira veio e da segunda nem sinal.
Até quando fui deitar, perto de meia noite, 
saí fazendo ronda pela vizinhança mas desisti.
Quatro e quinze da madrugada, escuto através da janela do meu quarto seu miado. Abri a janela e a figurinha estava do outro lado do muro e não conseguia sair.
Que fazer? O óbvio, desligar os alarmes, aguardar telefonema do monitoramento (é imediato quando há ocorrência antes do horário normal), pegar uma lanterna potente, mesmo com lua cheia e, tentar convencer Kita subir por um local menos alto pois através da tela eu conseguiria pegá-la. Meia hora de conversa, nada. Peguei uma tábua muito pesada, que uso para erguer o varal no quintal, com mais de dois metros de comprimento e iniciei a empreitada de colocar o artefato sob a cerca até a janela da garagem do prédio para fazer uma ponte. Não gostou da ponte.
Consegui, inclinar os dois metros e meio de madeira para fazer uma rampa e ela não subiu. Cinco e meia, peguei algumas medidas de ração, joguei para ela e voltei ao quarto, trancafiei tudo para não ouvir os miados. Dormi até às sete, levantei e voltei à lida, chamei, implorei e do outro lado só miados. Entrei, comi um pedaço "daquele" bolo de bananas e decidi que às oito e meia ligaria para uma conhecida no prédio e buscaria a felina. 
Não foi preciso, ela veio sozinha quando decidiu 
ainda antes das oito horas...!
Decisão tomada, só têm liberdade aqueles que merecem, ou seja, três ou quatro, lembram que liberei o quintal com restrições? aqui  A da Kita e do Nino terminou hoje. Já providenciei tela para colocar em duas janelas no andar superior, trabalho para a super Ana e eu no final de semana.
Enquanto eu caminhava dois quilômetros, termômetro da rua marcando 34° a Kitinha dormia sossegada, 
eu  andando pela rua carregando esse pequenino rolo de tela.
 As brincadeiras de esconde esconde reiniciaram hoje à tardinha, vejam onde a encontrei,
no armário da cozinha, ao lado da compoteira de cristal.  
Saímos ilesas de nossa aventura madrugadora e da liberdade restrita ao interior da mansão e dos armários.

8 de março de 2012

Gatos, panos e poses

Francisco encontrou um lugar para dormir, na segunda prateleira da estante. Não sei como consegue subir ali sem derrubar nada.
Sono profundo, ao lado do termômetro marcando 26° 
no andar inferior da mansão.
Mimi dormindo numa gaveta que estou arrumando há mais de um mês, dorme ali noite e dia.
Chuvisco esparramado no andar de cima, temperatura de 31°.
 Mimoso também esparramado, derretendo no calorão.
Hoje não teremos história porque estou trabalhando alguns paninhos, no forno do andar superior. Enquanto estou costurando à máquina, Luky e Nino estão disputando a janela.
Luky desistiu e Nino como ficou sem alguém para espancar,
deitou sobre a máquina para me atrapalhar, resmungando o tempo todo até eu radicalizar e colocá-lo escada abaixo... 
delicadamente é óbvio.
Quando desci para fazer um lanche ele estava muito querido, ronronando e quando viu o suco de caju ser retirado da geladeira, imediatamente subiu no fogão onde estava a garrafa térmica, com água gelada, sou gaúcha mas não sou doida para tomar água quente nesse verão senegalês. Notem que ele está se lambendo.
Fiquei com pena, preparei meu copo de suco, coloquei um pouco num potinho e o danadinho tomou tudo.
Agora, novamente aos panos, deve estar mais agradável a temperatura lá em cima, pois já são 20:30.