"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

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24 de maio de 2011

Oh! Quanta Preguiça!


Como assim, preguiça? A foto acima mostra que Beth trabalhou bastante hoje. Pois é, hoje deveria estar aqui o Ruby  contando sua história, mas ele está muito cansado de andar de um sofá ao outro, então eu, a Nausy (sou uma cadelinha) resolvi ajudar a Beth porque ela está costurando alguns "panos" para uma feira que acontecerá em junho, em benefício dos nossos amiguinhos que moram na ACAPA (Associação Carazinhense de Proteção aos Animais). Passamos a tarde toda com ela no atelier, vejam nossa pose sobre o baú:
Nausy mostrando a língua e Fi espiando, sentada sobre o Nino Mancha
Deixarei algumas fotos dos residentes de quatro patas, todos na maior soneca, contagiante, sem vacina, único remédio é dormir...!
Nino Lelo e Minina

Kate Lu

Minina

Fi e Ruby

30 de março de 2011

Sobre Cães - Leona - complexo de vira-lata

Leona

Minha paixão por gatos já restou clara aqui no blog. Mas, além dos gatos também tenho cães e obviamente para ter dez (eram onze) devo gostar.
Gosto, tenho nove fêmeas e um macho (castrado). Todos são SRD, ou vira-latas. Uma delas, vira-lata"com pedigree". É a Leona, vivia nas ruas da cidade e seu ponto de parada era a estação rodoviária. Meu irmão, até 2007 trabalhava como jornalista e comunicador numa rádio próxima à rodoviária. Adotou-a, deu-lhe nome e casinha, no quintal da rádio. Logo a seguir uma séria enfermidade o acometeu e a Leona (com sua ninhada de 5 bebês) veio para minha casa. Filhotes foram doados e Leona ficou.
Afirmei que Leona é vira-lata com pedigree porque estou desde domingo indignada com o "Tema para debate" publicado na Zero Hora de domingo, 27.03.2011, na página 17, escrito pelo Bacharel em Direito, Fernando Barbosa Paixão Cortes. O título do artigo é "A síndrome do cachorro vira-lata". Confesso minha ignorância sobre o assunto, não sabia o que é esta tal síndrome. E confesso mais: depois de saber, não sinto identificação com a mesma. O articulista embasou-se e endossou a opinião de Nelson Rodrigues (falecido em 1980), de que "o brasileiro acredita que tudo o que é estrangeiro é melhor...", e pesquisando, aprendi que a síndrome do vira-lata pode, significar também, complexo de inferioridade.
Não sei onde Nelson Rodrigues embasou, nos anos 50, que cachorro vira-lata  não confia em si e nem acredita que outro cachorro vira-lata pode ser um vencedor.  Pois, o Sr. Fernando afirma que o brasileiro, assim como o cachorro vira-lata, só acredita em brasileiro rico e poderoso, e não em um seu igual. Ora, todo um artigo condenando termos estrangeiros, festas culturais importadas de outras nações, costumes estrangeiros incorporados à cultura nacional, para chegar ao penúltimo parágrafo dizendo que o ex-presidente Lula não sofre desta síndrome (a do vira-lata) e que é menosprezado pela classe média e pela elite brasileira e, que o brasileiro admira o Obama. Bem, o que esperar de um ex-presidente do Brasil, recém saído do poder, que recusou-se a participar de almoço em homenagem ao presidente americano, recebido com a devida civilidade, por sua candidata, hoje sucessora na Presidência da República? Será a Presidenta Dilma portadora da síndrome do vira-lata?
Voltando aos cachorros. Vira-lata é aquele cão nativo, cada região possui os seus, com características próprias. Por exemplo, cães habitantes de regiões frias possuem pelagem espessa elonga, já cães que vivem em lugares quentes possuem pelagem rala e curta. Falo aqui apenas dos cães vira-lata, de rua, que cruzam entre iguais. Acredita que há falta de confiança própria nos vira-latas, quem nunca viu em bairros da periferia vários cães seguindo uma fêmea no cio, ou como aqui em casa, onde uma vira-lata minúscula,  Kida, com apenas três patas, brinca e briga de igual para igual com uma pointer (resgatada em estrada interiorana), Tita, cuja cabeça equivale ao seu tamanho.
Kida e Tita
Pois Leona, vira-lata com pedigree (ó o estrangeirismo) possui personalidade invejável. Sabe o que quer, por sua causa cercas e muros foram construídos para evitar fugas (seu desejo é andar nas ruas) e, até agora nada disso adiantou sendo necessário o uso da coleira com corrente. Ela é solta todos os dias sob o olhar vigilante de alguém, normalmente meu. Quando correu bastante e explorou todo o quintal só é necessário pegar a corrente que ela vem, para ser colocada a corrente, para sua segurança, pois enquanto houverem seres humanos imaginando serem vira-latas seres despojados de confiança, eternos perdedores, os pobres cães precisarão viver confinados em poucos metros quadrados.