"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

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29 de novembro de 2013

Ação de Graças


Um puro e grato coração
É um jardim de amor
No qual a graça divinal
Floresce em esplendor.
Um puro e grato coração
Responde ao dever,
E nele Deus com firme mão
Revela Seu poder.
Qual templo, é o coração,
Altar de afeições!
Os anjos Seus ali estão,
Em todas as ações.
Ó Deus Pai-Mãe, revela a nós
O dom da gratidão,
A todos bendiremos, pois,
Com grato coração.
Com as palavras desse poema, musicado no hinário da Ciência Cristã sob n.3 e as rosinhas plantadas pela mãe e que depois de vários anos sem florescer, este ano me presentearam com seis flores, sendo as últimas colhidas ontem, no dia de Ação de Graças, dia muito especial para a vó Lilly a ela dedico, onde estiver, a postagem de hoje.


17 de novembro de 2013

Sim, sou feliz

   Ao vislumbrar várias vezes esta imagem nos anos noventa do século XX, sequer imaginei em vinte anos voltar ao mesmo lugar, assistindo às vitórias profissionais dos filhos que naquela época eram adolescentes.
  Não foi exatamente desta janela, mas o hotel é o mesmo, de onde eu saía com pilhas de processos em direção ao Tribunal de Justiça, defendendo os interesses do município que me viu nascer.
  Hoje quem percorre os corredores do Tribunal de Justiça é o filho, hospedando-se no mesmo hotel que tantas vezes me abrigou e em várias delas com o coração apertado tendo deixado os filhos em casa, distantes mais ou menos trezentos quilômetros. Mas, o aperto afrouxava quando lembrava que estavam sob zelo da Vó Lilly que com seu carinho e fé nunca deixou faltar o cuidado para com nós.
  Saindo da área jurídica, passando para a médica, a gratidão por ser mãe de uma médica maravilhosa, culminou com o prazer de assistir a apresentação de sua dissertação de Mestrado.
Apresentação coroando o esforço de muitos anos de trabalho.
Brilho no olhar e sorriso da Mestre Aline, 
ladeada pelos Coordenadores do Mestrado, 
Professora Themis Reverbel da Silveira e Professor Jorge Luis dos Santos.
Sim, sou muito feliz por poder participar das vitórias dos filhos. 
Coisas maravilhosas acontecem quando se acredita!



16 de setembro de 2013

Festa do G











Sou muito grata a Deus por ter me ensinado a ver a harmonia
na família e ter sido possível esta maravilhosa reunião.
Agradeço de coração a todos que proporcionaram essas horas de
convívio de muita alegria. 
Minha nora é uma esposa exemplar, mãe maravilhosa e faz doces que parecem feitos por mãos de fada.
Agradeço também ao casal Mario e Clarice (dindos do G) que gentilmente receberam a todos em seu lar, onde foi realizada a festa.


10 de setembro de 2013

2 ⅓ Filme maravilhoso



Este filme, embora seja um curta caseiro, para mim é merecedor de todos os prêmios previstos para o cinema.
Melhor ator: Germano (meu neto)
Melhor ator coadjuvante: Tiago (meu filho)
Atores convidados: familiares e amigos.

5 de setembro de 2013

Lembrancinha


Visitem o blog "nesta data querida" da escritora Silmara Franco
aqui e encontrarão outras lembrancinhas de um aninho.
Conforme ela mencionou no blog, a minha é a mais antiga,
 é de 23 de setembro de 1953.
Estou faceirinha com o carinho da Silmara, resgatando memórias!








6 de maio de 2013

Tilda Verde - Saúde...

Quem receberá esta Tilda Verde é a Ana que hoje está de aniversário.
Quem é Ana? Muitos devem lembrar, pois várias vezes falei aqui sobre ela.
Há doze anos ela está em minha casa quase todos os dias, ajudando manter a ordem, a limpeza e a segurança.
Ela é uma batalhadora, desde menina trabalhou para ajudar a mãe e trabalha até hoje buscando proporcionar o melhor para os filhos, junto com o marido.
Por muitas adversidades já passou, mas no momento está passando a maior de todas. Seu marido está enfrentando uma enfermidade muito grave. 
Por isso, resolvi fazer uma tilda, vestida de verde, simbolizando a saúde e também o renascimento, renovação, esperança, algumas das qualidades que a família necessita no momento.
 
 Aqui a tilda em fase de acabamento.
Já com seus cabelos.
E aqui, prontinha, sentada esperando sua dona chegar amanhã cedo e dar-lhe as boas vindas, para mais tardem irem juntas para casa, levando o meu desejo de que todos possam passar esse período turbulento, tirando dele as lições necessárias para o crescimento de cada um.

2 de maio de 2013

Tarde no parque e crueldade contra animais

Tarde perfeita, neto e filho esperando na rodoviária, fomos ao parque, onde o pequeno divertiu-se muito no pula pula, no carrinho, na charrete e eu muito feliz em ver a alegria e inocência do nosso Pintinho.
Depois de algum tempo, preparando a retirada estratégica, sem choros e teimas, paramos na academia ao ar livre, onde o neto brincou conosco nos aparelhos, até que apareceram dois meninos com idade entre 10 ou 12 anos, um dos quais trazia nas mãos um pequeno pote plástico com algo dentro, que à distância não dava para ver o que era. Até que o potinho foi aberto e de dentro saiu um ratinho.
Aproximei-me para ver e perguntei ao menino:
- Compraste?
- Não, ganhei num jogo.
- Tu sabes como cuidar desse animalzinho?
- Sim, eu tinha criação deles, mas os gatos mataram e aí matei os gatos...
Afastei-me pasma, meu filho não reparou mas passei mal, fiquei tonta, afastei-me mais para ficar o mais longe possível da criatura que, se com dez anos faz isso, o que fará aos quinze?
Ah, Schopenhauer, infelizmente ontem fiquei frente a frente com um menino que não tem nenhuma compaixão por animais e consequentemente, a não ser por razões que não vislumbro, tornar-se-á um adulto sem bondade de caráter.
E, crueldade não é apenas "matar gatos", mas também colocar peixes em minúsculos aquários, pássaros em gaiolas, cobras em viveiros e cachorros em correntes, como bem demonstram as imagens abaixo. 
Voltando ao menino que "ganhou num jogo" um ser vivo, questiono primeiro, como é que a um menino é permitido apostar em jogos de azar, num parque de diversões instalado dentro de um Parque de Exposições, um dos maiores e mais lindos do Rio Grande do Sul? E, como se permitem animais como prêmios?
É dessa maneira que se deseja cidadãos decentes para o Brasil no futuro?





11 de abril de 2013

Passeando no passado

Depois de percorrer o mundo todo, alguns continentes mais de uma vez, seu desejo era visitar o lugar onde nasceu.
Fui escolhida para participar do passeio 
que há muito eu pretendia fazer.
Primas de gerações diferentes mas com interesses 
e gostos muito semelhantes.
Ônibus foi o meio de transporte utilizado para nos levar até Engler, um pequeno vilarejo, distante setenta quilômetros de Carazinho.
Após a primeira curva da estradinha de chão batido,
 a intuição da prima
nos levou a encontrar o "homem do mel e das rosas"*. Sim, ele existe, tem nome e família e um coração amável,
 raro encontrar nos dias de hoje.
Pensávamos rever os lugares, presos na memória da prima, caminhando, mas não imaginávamos que as distâncias entre uns e outros fossem tão grandes. 
Pois, o "homem do mel e das rosas"* dispôs-se a interromper a coleta de mel e a poda das roseiras por algumas horas e se fez cicerone das descendentes da família, ela filha do menino que estava na barriga da mãe e eu neta do menino
 em pé entre pai e mãe. 
Do acampamento, em poucos anos a casa foi erguida com muito amor, onde os  filhos cresceram, casaram, os  netos chegaram e todos, parentes e amigos sempre foram recebidos com muito carinho e fraternidade. 
O casal, Herman e Elisabeth estiveram casados
 por quase cinquenta anos, 
quando ela, em 1947 faleceu.
Ele, viveu ainda sete anos e em 1954 partiu para encontrar a mãe de seus filhos no plano espiritual.
Seus restos mortais estão guardados lado a lado, no cemitério cujas terras pertenciam à família e dista apenas mais ou menos quinhentos metros da antiga morada.
Mas, deixo meus bisavós descansarem, passeando no plano etéreo e retorno ao presente, até o terreno onde a laranjeira, plantada pelos pais da prima, mantém-se imponente e repleta de frutos, embora a casa onde ela nasceu já não exista.
Aqui, a prima abrindo a porta da igrejinha onde foi batizada e confirmada na fé Evangélica Luterana, no final dos anos 1940, 
como comprova a placa com o ano da inauguração.
Impressionou-me ver as árvores de camélias, plantadas pela minha bisavó materna ontem, em pleno outono nos brindando com lindos botões semi abertos.
As palmeiras, também plantadas pela família permanecem imponentes no pequeno oásis sobre a coxilha, já sem a casa, rodeado por lavouras de soja, não mostradas aqui por não fazerem parte da nossa história familiar.

* "homem do mel e das rosas" - seu nome é Wilson e mesmo nós sendo duas desconhecidas, apenas nos apresentando como descendentes dos Genehr, foi de uma gentileza ímpar e não fosse sua disposição em ajudar, nosso passeio seria frustrante pois de onde desembarcamos do ônibus até o cemitério, seria muito difícil fazer a pé e retornar no mesmo e único ônibus que ali nos deixou, duas horas antes.


28 de março de 2013

Páscoa

Olá pessoal, ela não conta para vocês, 
mas eu fugi três vezes durante a semana.
Para me castigar ela obrigou-me ajudar decorar a sala da frente para a tal Páscoa.
 Não sei o que é isso, mas ela andou resmungando que Páscoa é uma data em que as famílias humanas se reúnem, fazem biscoitinhos, bolos especiais, na sexta-feira como penitência, comem peixe (que penitência deliciosa). É um feriadão que já começa na quinta-feira e termina no domingo.
 Então, ela pegou um casal de coelhos que ela fez e estava guardado num armário e os sentou sobre a cômoda,
 abriu um pouco a gaveta e colocou um pote com água e umas flores que a mãe dela, a vó Lilly plantou lá no quintal e que dizia serem flores de páscoa, juntou uns galhos de aspargo e fez de conta que a gaveta é a toca dos coelhos.
 Só porque eu quis tomar a água dentro da gaveta, ela já me colocou na outra sala e disse que onde está o arranjo é proibido mexer. Tá bom, quando era para ajudar eu servia, agora fui excluído.
 Depois fujo e ela reclama.
 
 O Nino contou direitinho a parte dele e eu complemento dizendo que realmente, Páscoa é uma data em que a maioria das famílias se reúne, assim como no Natal, dia das mães, dos pais etc.
 Aqui fazem alguns anos que as festas com a família humana terminaram. Os motivos, sei e não sei, acho e não acho. Gostaria de fazer como no passado, mesmo com os filhos adultos e casados, enfeitar o quintal, esconder ovinhos, pendurar cestos nas árvores...
E agora, mais ainda essa atividade seria muito bem vinda pois o mais novo membro da família certamente gostaria de correr pelo gramado procurando guloseimas.
Mas, nem tudo pode ser como se deseja, então, resolvi homenagear a família que me ensinou a gostar da Páscoa como festa familiar e meus coelhinhos estão rodeados de recordações de um passado que estará presente em mim enquanto por aqui estiver.
 Feliz Páscoa a todos.

2 de março de 2013

Brincando com o neto


 Visita sempre bem vinda é a dos filhos com suas famílias.
Hoje, depois de brincarmos com as "coisas" de sempre, resolvemos
 procurar uma pracinha no centro da cidade para o G brincar.
 Sugeri a do hospital, mas achamos sem graça. Restou a Praça Central, em frente a Prefeitura.
Para uma cidade com mais de 60.000 habitantes, a Praça está miserável. Os brinquedos resumem-se a três balanços, três gangorras, um carrossel (quebrado) e um escorregador. Frequentadores: nós e duas meninas caigangues falando sua língua nativa o que me alegrou, mantendo a tradição da tribo.
 Fiquei muito feliz em ver que a árvore, onde nos anos sessenta várias vezes sentei, pois a praça é em frente à Escola onde fiz o ginásio, resiste às intempéries e podas, 
brotando sempre linda e altaneira.
 Sua raiz externa serviu hoje para o G brincar,
 quase cinquenta anos depois de ter servido 
para a vovó sentar sobre ela.
Desnecessários são os balanços quando existe uma
 linda árvore que com todo amor recebe 
os pés descalços de uma criança.
Quando a escalada foi mais alta, 
mão zelosa do pai protegeu o menino.