"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

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10 de janeiro de 2013

Armário "repaginado"

Não fosse pela caridade de nossa maninha humana a Aline, estaríamos agora dormindo com os cachorros naquele sofá fedorento, não é verdade Francisco, diz Griselda.
 Ganhamos esta caminha como presente de natal, foi  do nosso priminho o cachorro Preto que passou a Ponte do Arco Íris. 
 Vocês lembram daquele armário que as humanas tentaram proibir minha entrada? Aqui contei o ocorrido.
Sabem o que ela fez para proibir gatos no guarda louças? Pintou e colocou TRAMELAS nas portas. Eu nem quero mais dormir naquela coisa, agora tenho uma cama pra chamar de minha (e do Francisco, e do Mimi, e da Zoio, e da Mitinha, ah, e também daquele monstro amarelo o Nino).
 Olhando de longe até que ficou interessante!
 Estão vendo o desenho por trás dos vidros das portas?  
  É uma coisa parecida com crochê, mas é feito numa espécie de tear com uma agulhona especial, não sei o nome do trabalho. Ela achou numa das gavetas do armário, pegou na mão e disse, "pai o que farei com isso?" Como num passe de mágica, olhou para a porta e se deu conta, ou foi um anjo que mostrou que poderia ser colocado nas portas. Sabem quem fez os trabalhos? Pois foi nosso vovô Zir, pai da nossa mãe Beth. Sim, ele fazia de tudo, desde desenhar casas e ajudar construir (em madeira), até trabalhar com contabilidade que era o que fazia quando passou a Ponte do Arco Íris dos humanos. 
 Assim é a parte de baixo onde as portas não têm vidro, 
são de madeira.
Por enquanto ficará assim, até ela inventar outra coisa com o velho armário que já tem mais de sessenta anos e suportou muitas intervenções "betísticas".
 Olhem só, mais coisinhas de madeira que receberão tinta
 e outros detalhes.
O potinho de tinta artesanal, de R$4,50 comprado no ano passado, está rendendo.
Em tempo:
A Griselda nega-se a dizer que o Nino já acomodou-se sobre o armário, mas aquela coisa amarela sobre ele é o gatão Nino.

14 de julho de 2012

Foi mas voltou!

Em minha trajetória alguns móveis marcaram muito e, 
a cômoda abaixo é um deles.
Ela ficou cinco anos "morando" na casa do filho noutra cidade e ontem estando eu com eles a nora comentou que quando desejasse poderia devolvê-la à mansão. Fiz"olhinhos pidões" para o filho e ele colocou a cômoda em sua camionete e viemos os
 três, felizes para a mansão.
A mãe sempre insistia em dizer que ela (a cômoda) era feita em madeira de lei, resistente e que não "acabava nunca".
Já resistiu sessenta e seis anos, muitas mudanças, inclusive para outro Estado, em estradas muito precárias 
e permanece impávida em sua estrutura.
atrás (selo do fabricante)
É um móvel grande, mede um  metro e trinta centímetros de altura, um metro e quinze centímetros de largura e suas cinco gavetas têm quase sessenta centímetros de profundidade.
Foi feito sob medida, em 1946 para guardar o enxoval do meu irmão, primeiro filho do casal Antoninho e Lilly,
 o Egon Elias (saudades).
festa de um aninho do Egon
Com o passar dos anos, a "Cômoda" como era chamada, foi guardiã de vários objetos, geralmente roupas de cama, cobertores e muitos tesouros como fotografias, caixinhas, cartas, primeiras roupinhas das crianças, revistas, muitas coisas que já foram mostradas aqui no blog, sem mencionar a "guardiã" que estava ausente da mansão.
Pois bem, agora retornou e ficará na fila de espera, dos projetos em construção, como o roupeiro e a Tilda Costureira.
Minha ausência no blog e nos blogs amigos deve-se ao frio intenso que está fazendo nos últimos dias e, nos próximos, ficarei sem funcionária nas lides domésticas pois o filho da Ana ontem caiu, quebrou o bracinho direito e será hoje submetido a cirurgia e precisará do colo da mãe até passar o susto. 

3 de fevereiro de 2012

Sucesso na cozinha!

Hoje Nino resolveu não subir na mesa e deitou-se no armário que está sendo preparado para receber alguns objetos. 
Enquanto isso ele curte a nova toca.
Fiz a metade da receita, não usei trigo, apenas farinha de aveia e aveia em flocos como ingredientes secos.
Aqui todos reunidos, prontos para serem triturados pelo Super Liquidificador. Observem que tudo está dividido, duas bananas e meia, cinco castanhas do pará, cinco damascos, as cinco ameixas pretas já estão no liquidificador picadas, um quarto de xícara de óleo de canola, fermento químico, canela em pó e dois ovos.
Mistura já batida no liquidificador, sem pulos e sujeira.
A massa ficou assim, tive medo de estar muito mole, mas deu certo.
Na forma coloquei papel manteiga no fundo untado e polvilhei com canela em pó que adoro.
Enquanto o bolo assava o Mimi tomava água na torneira da cozinha. Com a seca que está nos torrando aqui no Rio Grande do Sul os gatos estão com as partes brancas avermelhadas.
Aqui o resultado, um pequenino bolo, receita aprovadíssima.
Este é o armário onde o Nino fez seu cantinho,  foi o primeiro armário de cozinha da mãe (quase setenta anos). Aceito sugestões para deixá-lo mais alegre. Pensei pintar os metais em cor vibrante e apenas desgastar um pouco as portas e beiradas com lixa porque pintar não tenho paciência. 
Se alguém desejar a receita, peça e mandarei por e mail.

12 de abril de 2011

Anos passam para tudo e todos!

Possuo vários móveis antigos, anos 40, 50 do século XX. São da mãe, mas moramos juntas e então já os considero "meus". 
Engraçado, a aparência dos móveis, assim como a do ser humano muda com o passar dos anos. No início, a mesa, cristaleira ou guarda louças são adornados com toalhas, guardanapos, vasos e bibelôs, assim como humanos usam batom, brincos e pulseiras para enfeitarem-se.
guardanapo imagem Google

Bibelôs diversos - imagem Google
Passa o tempo, os adereços não impedem que algumas marcas fiquem impressas nos móveis assim  como nos rostos e corpos. Às vezes um leve verniz renova o móvel e a maquiagem ou roupa disfarça algumas imperfeições.
Alguns anos mais e eis a realidade: ou mesa, cristaleira, cadeiras, rostos e corpos são completamente repaginados por  serrotes, lixas, bisturis, preenchimentos com várias massas, silicone, e outros instrumentos de tortura, ou chega a hora de serem apresentados tal qual estão! 


A mesa e cadeiras mostradas acima, fazem parte da decoração da casa de  Jasna Janekovic na Alemanha, (copiei do site decor8) e como é possível reparar, algumas peças devem ter recebido, com o correr dos anos algum ajuste, mas hoje as marcas do tempo são visíveis, e mesmo assim, sua utilidade foi preservada.
Não é a primeira vez que encontro em sites de decoração, móveis antigos não restaurados sendo usados. Deixo claro que certas coisas já vistas, por exemplo, estante escorada com tijolos em um lado, pilha de livros substituindo perna de mesa, não condeno mas também não concedo louvores.
 Voltando aos "meus" móveis, preservo os da copa da casa da mãe. Mudanças já foram efetuadas, uma por profissional e outra por mim. A cristaleira e o balcão estão no projeto do meu futuro atelier e a mesa e cadeiras estão em uso na cozinha.
Cristaleira/guarda louças

Balcão
 Tenho um sério problema com as cadeiras porque arrisquei, alguns anos atrás,  retirar o estofamento e refazer em casa sem auxílio de ferramentas profissionais. Lógico que deu tudo errado.


 Para completar, uma das minhas focinhos (cadela ou cachorra pode parecer pejorativo), a Nausy, tem o hábito de roer aquelas cadeiras e como minha proposta de reforma não deu certo, deixei que se divertisse roendo.
Nausy junto aos gatos, mostrando seus dentes roedores!
Então, apesar de estarem servindo para o fim a que se destinam, elas precisam de muito trabalho para ficarem apresentáveis. Mostro aqui o "antes"(atualmente é durante) e algum dia pretendo mostrar o "depois".
Pois é, fiquei nos móveis e deixei os corpos de lado. Mas o comparativo inicial entendo possível. Temos à disposição vários instrumentos que possibilitam chegar em idade avançada mantendo praticamente todas as funções. Para tanto, não fazer como fiz com as cadeiras, tentar resolver em casa, sem habilitação e instrumentos adequados as mazelas apresentadas. Medicina preventiva e curativa são tão úteis e necessárias para nós quanto marceneiros e estofadores são para mobília.
Quantas vezes deixamos "bichinhos" roerem nossa saúde e quando percebemos a recuperação torna-se complicada, senão impossível.
Bebês, crianças, jovens, são lindos por natureza. Adultos, desde que com parcimônia podem apelar para vários truques, mantendo o "frescor" por muito tempo. Já os maduros, aí considerando os maiores de sessenta e cinco anos, deixo um recado: mostrem a beleza interior presente em todos, sejam companheiros de filhos, netos, bisnetos, tenham amigos de todas as idades sem tentar imitar nem uns nem outros. 
Bebê linda! (eu)
Bisvó, avó, mãe e eu
Tudo e todos podem serem úteis, desde que mantido o bom senso!
Gatinha nascida dia 11.04.2011(Descuido)