"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

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16 de outubro de 2013

Amor, Tolerância e Respeito

Agradeçam todos os dias, junto com suas habituais orações, a existência de pessoas que acolhem e ajudam animais abandonados.
Elas precisam muito de ajuda. Quem acolhe animais não doa apenas bens materiais, mas principalmente doa seu tempo, sua vida.
Nem todos que acolhem animais são acumuladores. São pessoas normais, talvez um pouco mais sensíveis às carências do próximo, seja ele animal ou humano.
Gostam de viajar, de frequentar eventos sociais, gostam de roupas boas, e assim como oferecem rações boas para os animais, também gostam de bons alimentos. 
Então, procurem não rotular como "a louca dos...", "as gurias loucas dos..." "a velha dos...". 
Suas roupas geralmente são bordadas com alguns pelos, ou às vezes até uma patinha embarrada na calça jeans, mas não são relaxadas, tomam banho todos os dias, usam cremes e shampoos, suas camas são limpas e perfumadas, mesmo que sejam repartidas com alguns seres de quatro patas.
Enfim, são pessoas que merecem amor, tolerância e respeito como todos os seres humanos e animais merecem
.
Com a preciosa ajuda de quatro madrinhas e dos meus filhos, estou fazendo minha parte.




15 de outubro de 2013

Julica e Jiló, nosso 1º aninho e brincadeiras

 Vamos contar como é que dois cachorrinhos abandonados 
podem tornar-se essas belezuras que somos nós, Julica (a loira) e Jiló (o pretinho). 
Não temos certeza, mas ela decidiu que nosso aniversário é hoje, quinze de outubro. Pode ser mesmo pois nos deixaram aqui no final de novembro do ano passado, então quando estávamos nesta caixa,
deveríamos ter quarenta e cinco dias.
Era uma tarde de calor intenso e estávamos quase morrendo quando ela nos acolheu. Tínhamos uma doença de pele, muitos bichos nos dedinhos e queimaduras do sol forte onde nos abandonaram.
Com muito carinho ela nos cuidou, tratou e acima de tudo nos deu o amor que só tínhamos recebido de nossa mamãe de verdade, de quem nos tiraram não sabemos por que.
Bem, chega de tristeza, agora estamos assim, eu Jiló, lindo
com o pelo brilhante e a pontinha do rabo branca! 
Eu Julica, sou uma musa loira com pelo duro, um charme e
também tenho a ponta do rabo branca.
Adoramos brincar no quintal e achamos um brinquedo muito legal, uma bota furada que ela usava nos dias de chuva para andar aqui fora.
Sim, são dois pés mas nós gostamos só de um e então lutamos para ver quem consegue ficar com ele.
Está dando para perceber que a loira charmosa é mais forte que o Jiló? Ele sempre foi manhosinho e até ficou doente e precisou tomar injeções para ficar bem.
Hoje ela viu que o Jiló está com uma coisa inchada embaixo do olho direito. Se até amanhã de manhã não desinchar ele terá que ser examinado pelo médico veterinário e aí acho que descobrirão que fui eu quem deu uma bela mordida na cara dele...
Mas eu não mordo por maldade, é que ele não quer entender
quem é a chefe da matilha.
Pronto, ganhei a parada, a bota é minha!
E é assim, com muito amor e carinho que cachorrinhos abandonados se transformam em belezuras.

21 de junho de 2013

Manifesto na mansão - Julica e Jiló

Vejam a postura dos dois podrinhos que aqui chegaram quase mortos, colonizados por todos os bichos que pululam em cães de rua, mais queimaduras do sol e desidratação
Assistem muita televisão pois ficam dentro de casa em dias de chuva e então distorcem o que ouvem sobre as manifestações que estão ocorrendo no Brasil. 
Concordo com eles de que o governo deveria fornecer "bolsa ração" para as pessoas que cuidam animais abandonados, mas eles pensam que esculhambando na mansão irão conseguir algo.
Aproveito a oportunidade para informar às madrinhas dos gatinhos que estamos com aquela conta bancária reativada para receber os "presentes". Qualquer dúvida contatem por e-mail.
Não se preocupem com as ameaças de Julica e Jiló, pois eles estão sob o controle da "brigada" felina. 

12 de maio de 2013

Jiló

Alguns dias da semana que passou foram complicados, por conta da saúde do Jiló.
Terça-feira quando o chamei na hora de entrar à tardinha (ele e a Julica já estavam com os grandes no quintal), ele demorou a aparecer. Precisei chamar várias vezes até que ele veio e ficou sentado perto da escada, bem jururu. Levei-o para cima dei ração, água e ele não quis. Olhou para a água e vomitou.
Quarta-feira pela manhã, ele estava caidinho, não veio brincar e então chamei o veterinário, nosso querido Dr. Daniel que mesmo sabendo que eu não poderia pagar no momento, prontamente veio examinou-o e medicou. Continuei durante o dia e a noite medicando e dando soro caseiro mas quinta-feira ele estava pior. Teve além dos vômitos, diarreia. Mais uma vez Dr. Daniel aqui veio e introduziu, além da outra medicação, um antibiótico potente.
Durante o período crítico deixei a Julica aqui comigo, a Pudim e a Bina, na sala da frente, permanecendo a porta que dá acesso ao andar de cima aberta para que eu pudesse perceber algum gemido do Jiló.
Para minha grata surpresa, sexta-feira logo após o meio dia, ouvi um latido atrás de mim e, sem tirar os olhos do monitor, repreendi quem latiu, mesmo não sabendo quem era. Resolvi virar e lá estava o Jiló, feliz, abanando o rabinho. Ofereci ração e ele devorou uma boa porção, mas logo retornou para sua caminha. 
Assim como adoeceu repentinamente, também recuperou-se. Na noite de sexta-feira já deixei Julica dormir com ele e os dois brincaram bastante.
As fotos abaixo, com suas legendas descrevem a tarde de sexta-feira.
"Esta é minha irmã Julica ela é muito destruidora"
"Estão vendo o buraco que a danada da Julica fez na almofada?
 E também roeu uma ponta do edredon da Bina."
"Viram que coisa mais feia o buraco que ela fez?"
Ontem, sábado resolvi deixar os dois maninhos, Jiló e Julica, brincarem com seus companheiros no quintal.
Mas, a medicação que Jiló tomou deve ter lhe dado super poderes ou ele assim pensou porque resolveu "encarar" o maior cachorro da matilha, o Guri. No início intimidou o outro, mas quando Guri se deu conta que é três vezes maior que Jiló, o abocanhou no pescoço. Como sou experiente e já passei por situações complicadas com cães, havia ficado junto deles e pude logo socorrer o Jiló que, depois dessa não poderá mais frequentar o quintal. 
Por essas e outras prefiro os gatos!

26 de abril de 2013

Banho antes da chuva 2 - Fiapo e Picolo

Os protagonistas do banho de hoje são dois heróis, sobreviventes, principalmente ela, Fi, de vários partos e sofrimento em canil imundo, tanto que veio para cá com o destino traçado, morrer em até uma semana. Ela habitava num lugar sem piso, terra bruta, junto com vários outros cães, quando chovia o lodo tinha centímetros de altura. Quando a resgatei, ela já idosa, estava pele, osso e sarna. Hoje, depois de muitas semanas, meses e nove anos que está comigo, contrariando todos os prognósticos, inclusive os mais otimistas, continua com saúde perfeita, mas com um medo muito grande de água e trovões.
Pícolo, resgatado noutro abrigo, sobrevivente de um incêndio no abrigo onde morava, era o pequeno grande garanhão daquele canil. Ele teve um pouco mais de sorte e vivia dentro da casa da proprietária, hoje moradora de um asilo, longe dos animais o que deve ser um grande sofrimento para ela. 
 




É possível não amar essas coisicas pequeninas, velhinhas, desdentadas, bafentas, demarcadoras de território e que  deixam a casa com um perfume que espanta a maioria dos humanos?

2 de fevereiro de 2013

O travesseiro explodiu

Nós ainda estamos confinados dentro do atelier e do quarto verde e hoje ela trouxe a Pudim, aquela amiguinha bonitinha que está com dodói na patinha, para ficar um pouco com nós. 
A Pupi ganhou um travesseiro para deitar sobre o baú, onde não alcançamos. Passou um tempo e ela levou a Pudim pra baixo
 e de repente
 escutamos o travesseiro explodir!
 Tentamos colocar as tripas dele pra dentro,
 mas não conseguimos.
 Prefiro nem olhar, coitadinha da Julica está se esforçando pra enfiar tudo pra dentro e eu Jiló estou
cuidando pra ver se ela chega. Tenho certeza que irá nos culpar pelo "acidente".
Vamos sair de fininho e ir pra nossa caminha, senão o bastão de jornal irá funcionar...

3 de janeiro de 2013

Filhotes, antes e agora - para doação

Final de novembro de 2012, alguém entregou-me esses dois cãezinhos, num dia de temperatura escaldante dizendo que ambos estavam no sol, sem água ou alimentos. 
Eles eram assim, com sarna, pulgas, bichos-de-pé 
e queimados do sol,
  desnutridos, sedentos e famintos.
 Já em tratamento, Jiló (nome provisório) fazendo pose.
Aqui em fotografia de hoje, com o pelo brilhante e saudável.
 Ainda estavam isolados, mas já brincavam e arriscavam comer um ossinho artificial.
  Julica (nome provisório), linda e saudável como o irmão.
 
Desejo doá-los para uma família que tenha lugar apropriado para que possam conviver e brincar, recebendo carinho e atenção 
por toda a vida.

4 de dezembro de 2012

Cães abandonados - O que tu farias?


Amanhã fará uma semana que fiz esta pergunta e até hoje não obtive respostas.
Fiz a pergunta porque tenho certeza de que já aconteceu com muitos.
Embora aqui na mansão morem nove cães, prefiro gatos, mesmo compartilhando minha cama com quatro cadelinhas
 e um minúsculo cãozinho.
Meu abalo psicológico foi tão grande, quando vi aqueles dois cãezinhos nas minhas mãos, que agi de uma maneira muito estranha e só hoje tomei conhecimento. Eles chegaram quarta-feira à tarde e passaram a primeira noite dentro do tanque de lavar roupas na Hauskatzen. Quinta-feira pela manhã os coloquei num banheiro "de cima" e acreditem, não falei nada para a Ana. Só hoje ao perguntar se ela já havia visto os cachorrinhos,  respondeu "que cachorrinhos?"  então dei-me conta do quanto o fato abalou a estrutura que segura o resto. 
Simplesmente fiz de conta que eles não existiam.
Ainda bem que apenas não falei sobre eles, mas tomei todas as medidas possíveis para que ficassem um pouco mais confortáveis do que na chegada.
Sábado decidi banhar os "Podrinhos" como os chamo carinhosamente.
Luvas, sabonete terapêutico com enxofre, 
 
coloquei-os de molho, nem reclamaram. Depois, cada um foi ensaboado e enxaguado muitas vezes,
para então serem enrolados, cada um numa toalha.
 Todas as oito patinhas estavam cheias de bichos de pé, 
mas já está resolvido.
Provisoriamente estão morando aqui,
esta é sua caminha até terminarem o tratamento contra sarna.
Mesmo estando com mais estas criaturinhas sob meus cuidados o foco no concurso está mantido. Agora só faltam quatro dias e até lá, permanecerei afastada do computador, principalmente do Facebook que é um vício pior que o cigarro (já fui fumante).
Graças a todos os meus anjos, os filhotes não choram, não latem, apenas quando brincam de "luta", rosnam. Resumindo: não incomodam, parecem saber que não devem fazer barulho...



9 de janeiro de 2012

Não subestimem os cães

Sou elurófila (gateira) desde que nasci, mas como tenho coração mole aprendi gostar de cães. Gatos em minha casa sempre houveram. Ganhei uma cadelinha, quando fiz quinze anos, a Bolinha que  viveu 18 anos. Quando Bolinha morreu ficamos um período sem cachorro até que um dia bateram à porta, atendi e era um moleque com uma cadelinha na mão pretendendo vendê-la. Na época passávamos uma fase muito penosa financeiramente e não podia dar-me ao luxo de comprar uma guaipeca. Mas, o moleque disse que se não comprasse a jogaria na sanga. Lógico que tirei o equivalente a dez reais hoje do parco orçamento e "comprei" a Funfa que não viveu muitos anos, era doentinha e nós não podíamos pagar veterinário. Voltei amolecer o coração quanto à cães no ano 2000 quando herdei uma cadela e seu filhote de uma ex namorada do filho. 
De lá para cá já cheguei a abrigar 12 cães e mais de 30 gatos juntos. Com o tempo e tratamento psiquiátrico descobri que não era coração mole meu caso e sim uma forte depressão.
Saliento que sempre tive fêmeas e como o quintal é bem fechado e o dinheiro curto, não as castrei e também não vacinei.
Quando no início de novembro viajei em busca de saúde, deixei a Leona no cio, confiando na segurança do quintal. Mas, como não se deve subestimar a inteligência canina e à noite elas ficavam sós, um cachorro conseguiu entortar o portão de ferro que dá para o quintal e teve sucesso para entrar.
O resultado está aí.
Isso aconteceu na noite do dia sete de novembro e no outro dia Ana contou-me por telefone que haviam "jogado" um cachorro para dentro do quintal pela cerca lateral da casa que têm mais de dois metros de altura. Perguntei se era macho ou fêmea e ela disse que não sabia, deixei prá lá e percebi que ele apenas escondeu-se na lateral com cerca alta, depois do ato consumado.
No Natal meu filho observando a Leona comentou que ela parecia "grávida" e também achei estranha sua barriga, mas como a Ana para suprir minha ausência dava pães e bolos para as cadelas da casa, pensei que pudesse ser apenas gordura.
Semana passada, na madrugada do dia quatro, escutei Leona batendo na porta do quartinho onde ela e a TitaCP dormem mas não levantei, apenas mandei que ficasse quieta. Quando levantei, ela não saiu da caminha (uma gaveta) e aí tive certeza que algo havia acontecido. O acontecimento são essas quatro coisinhas lindas que serão doadas assim que atingirem a idade apropriada. 
Leona está se mostrando uma mãe muito dedicada e certamente os filhotes crescerão saudáveis e encontrarão um bom lar.
Acho que já comentei que Leona era do meu falecido irmão que a acolheu na rádio onde trabalhava e quando ele ficou doente a acolhi com cinco filhotes há seis anos.
Um recadinho, além de não  subestimar a inteligência dos cães, a  saúde psíquica de acolhedores deve ser muito bem avaliada quando resolvem acolher animais sem ter condições financeiras para tal. Quem sustenta os cães e gatos aqui abrigados são meus filhos que não são ricos e trabalham muito para poderem prover as necessidades do produto do meu coração mole/depressão.