"Onde reinam intenções honestas,
mal entendidos podem ser curados
com rapidez e eficácia."

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30 de setembro de 2012

Lillybeth e suas almofadas

No dia sete de setembro mostrei aqui a tilda Lillybeth
finalizada naquele dia.
Comentei que a fiz com materiais reaproveitados e no final da postagem ela estava sentada sobre um baú coberto com um pedaço da colcha que junto a outros iriam transformar-se em almofadas, compondo um conjunto para colocar sobre minha cama.
Hoje a tarde reuni o material, três travesseiros fora de uso, um lençol bastante usado para o forro e os pedaços
 da colcha  já previamente cortados.
Fiz uma almofada grande com o travesseiro
 que estava em melhores condições.
Todas as almofadas foram feitas em estilo envelope com a abertura na parte de trás. A parte em marrom precisei aplicar porque o tecido da colcha estava desgastado ali.
Para as duas almofadas menores usei as laterais da colcha, já com as franjas e em razão disso costurei pelo direito. 
Amanhã o conjunto irá para seu lugar definitivo e com as voltas que a vida dá, esse lugar é a antiga cama da mãe (que atualmente uso), a colcha era dela e os travesseiros, ah, os travesseiros se procurar bem lá no fundo, certamente encontrarei alguns fios 
de cabelos brancos como a neve.
Sempre tive dificuldade em fazer almofadas,
 mas nestas o trabalho fluiu como se estivessem sendo 
feitas a quatro mãos e dois corações.

7 de setembro de 2012

Tilda Lillybeth

Eis que hoje, sete de setembro de 2012, nasceu mais uma tilda. Durante a semana juntei retalhos, 
pedaços de uma colcha e outros materiais  
e hoje finalizei a tilda que batizei de Lillybeth 
em homenagem à minha mãe.
Esta tilda é a prova de uma das mudanças ocorridas na minha maneira de ser. Um grande defeito que tinha era pensar um projeto, comprar material e deixar de lado. Atualmente, cumprindo propósito feito, tudo o que fizer, enquanto houver material em casa, o será com aproveitamento ou reaproveitamento 
de tecidos e outros materiais.
O corpo da tilda já estava pronto e é o primeiro que fiz na blogagem coletiva. Não prestei atenção às indicações do molde e cortei os pés separados. Então, para aproveitar o corpo, costurei os pés às canelas e é óbvio que ficou feio. Pensei, pensei e lembrei de uma caixinha com material para fazer objetos com meia de seda (nunca feitos). Encontrei a meia verde e o fio para amarrar. 
A blusa e o babado da saia são de um pedaço de organza que ganhei junto com retalhos de algodão
 e que fiz alguns trabalhos para a ACAPA.
Para o casaco usei um pedaço da colcha (quase setenta anos) que foi parte do enxoval da mãe, já serviu de capa de sofá na sala grande
 e também na Hauskatzen.
Hauskatzen
A gola e a saia fiz com sobras do pano de almofadas feitas
 há alguns anos para a casa da filha.
Ao procurar no atelier um local que combinasse com a Lillybeth, deparei-me com um quadro que pintei em 1971.
Impressionei-me com as cores, tanto tilda quanto quadro em tons terrosos e verdes e uma leve aquarela cor de rosa avermelhada. 
O tempo passou mas o gosto por tais cores permanece.
Aqui Lillybeth sentada no baú coberto com outro pedaço da colcha que breve irá para o reaproveitamento também.

21 de julho de 2011

Sangas, descarte de agasalhos

Interessante a vegetação margeando a sanga, transformada em riacho com as chuvas de ontem. De um lado percebe-se mata nativa e do outro a vegetação está seca e escassa.
Ao  olhar de quem ama a natureza, as árvores chamam a atenção. Mas, infelizmente até quem ama a natureza é obrigado a ver a degradação das margens, a água imunda e os "enfeites" pendurados nos galhos, que são materiais descartados pelos moradores das imediações. O que mais se vê, são roupas e, não pensem os condescendentes que a sanga invadiu as casas e levou roupas, móveis e eletrodomésticos na invasão.
Não, não é isso, são objetos e roupas jogados na sanga quando a cabeça pobre de certas pessoas, pensa que aquilo não serve para nada. A impressão que se transforma em certeza, é que nunca ouviram falar em reciclagem ou reaproveitamento.   
Sou contra as "Campanhas do Agasalho" que proliferam aqui no sul, e falo da cidade onde nasci e ainda moro, Carazinho. Em vários pontos da cidade têm campanhas do agasalho para as mais diversas entidades. Vejo essas campanhas como sendo oportunidades para quem tem  muito, livrar-se dos entulhos e aqueles que não sabem cuidar do que têm porque recebem com muita facilidade, assim como ganham, descartam , dentro da sanga, que se transforma em riacho, que invade onde o invadiram e cá está novamente a "tragédia anunciada".
Fato interessante aconteceu alguns meses atrás, quando, na mesma rua onde captei as imagens acima, vi, pendurada num varal, uma colcha ou coberta para cama, feita de retalhos de tecidos claramente reaproveitados de roupas inservíveis. Pretendo com esse parenteses, dizer que é necessário orientar pessoas carentes, ensinar como reaproveitar ou encaminhar para a reciclagem o que não pode ser mais usado para o fim a que se destinava. Na mesma rua onde roupas nadam ao sabor das ondas da sanga, há alguém que sabe reutilizar seus panos.
Além das inúmeras campanhas do agasalho, a proliferação de lojas populares, vendendo confecções por R$5,00 ou R$10,00, banalizam inclusive a alegria em adquirir uma roupa nova. Compra-se por comprar.
Tenho um sonho e acredito em realizar. Juntar pedaços do passado, roupas, toalhas, guardanapos e aventais bordados,  tecendo lembranças juntamente com lições de como reaproveitar e não descartar.