O dia merece duas postagens, mereceria mais, mas por ora contarei apenas o que ouvi na padaria onde compro o pão da Leona, sim ela come um pão francês todos os dias antes de dormir.
A dita padaria fica a cinquenta metros da minha casa e, alguns anos atrás quando vários cães e gatos foram envenenados nossa principal suspeita recaiu ali. Fiquei alguns anos sem comprar, mas com o tempo e a falta da certeza da crueldade ter partido deles voltei a adquirir seus produtos.
O Mimi, é um gato muito especial, ele me segue quando saio, anda alguns metros e retorna. E, na padaria vai comigo e fica miando do lado de fora desesperado.
Hoje, enquanto aguardava o troco no caixa, falei: Mimi, fica quieto!
Então, sem vê-lo, pensando que era um dos pretos, uma das funcionárias perguntou se era meu um pretinho que sempre andava sobre o muro (divisa da minha casa com a padaria), sim respondi e perguntei se alguém gostaria de adotar um gato pois pretendo doar alguns. Imediatamente ela respondeu "Deus me livre, odeio gatos" e mais, falou que há alguns meses haviam deixado em sua casa uma caixa com dois gatos e que pegou e jogou no mato.
Assim, cadê coragem para doar?
Onde encontrar nessa cidade horrorosa pessoas que gostem de gatos? E gatos sem raça definida? E gatos pretos? E gatos magros?
"Eu quero uma casa no campo..."
Zé Rodrix e Tavito em 1972 compuseram essa maravilha interpretada por Elis Regina.
Diz tudo.


