A alegria dos filhos faz com que os olhos da mãe brilhem e seu coração cante compartilhando.
Já a tristeza de um filho transforma-se na mãe em dor profunda, vontade de te-lo novamente criança embalado nos braços, mesmo sendo ele pai embalando o filho.
As palavras do filho hoje foram essas:
"Neste triste final de semana pensei na vida.
Sobretudo na imprevisibilidade dela.
Percebi que excelentes pilotos caem, motoristas batem,
médicos adoecem, pedestres são atropelados,
uma ida ao banco ou à boate pode ser fatal, existências acabam...
Alguns dos homens mais admiráveis que conheci não chegaram aos 50...
A lição que tirei é que nunca deixarei de fazer nada que me faça feliz e seja saudável, por receio de eventual risco, pois o risco de estar vivo em um planeta que circunda uma explosão nuclear já é suficiente, bem como esperar pelo futuro pode significar perder a oportunidade de ser feliz hoje...
Como diz aquele musica "...a gente chegou um dia a imaginar que tudo era para sempre, sem saber que o para sempre, sempre acaba..."
Perdemos um amigo que nos parecia imortal mas, um vento inesperado o tirou das asas do avião para as asas da eternidade.
Dalton permanecerá na lembrança, assim como sua bondade, seu sorriso, atenção, cuidado com tudo e com todos.
Seu corpo físico pode ter saído de perto dos nossos olhos, mas ele permanecerá eterno até que voltemos a nos encontrar na eternidade.
Como escreveu Luis Carlos Borges em uma linda canção da tradição gaúcha:
"Me quebrou o vidro dos olhos me fez chorar, me fez chorar
Quem o vidro dos meus olhos vai agora remendar..."
Estamos todos com o vidro dos olhos quebrados, mas aos poucos juntaremos os cacos, mesmo que continuemos ainda algum tempo, olhando ao redor com óculos escuros para que nossos olhos vermelhos ou marejados não causem estranheza em quem de nossa dor não sabe.
